Caravana da Cidadania – Cratéus (CE)

De 19 a 28 de maio de 2013, o Instituto de Fiscalização e Controle (IFC) percorre os municípios de Antonina do Norte, Ibiapina, Crateús e Ocara, no Ceará, para incluir essas comunidades na Caravana da Cidadania, série de auditorias cívicas itinerantes. Por meio das caravanas, especialistas em gestão e controle são convidados por uma organização social da cidade visitada e fazem uma auditoria em setores específicos do poder público. Além disso, cidadãos participam de treinamento em controle social.

No primeiro dia os moradores irão participar de painéis sobre social e transparência pública, e serão treinados para atuarem como auditores cívicos. No segundo dia, a partir de 8h, o IFC juntamente com as entidades e os moradores realizarão Auditoria Cívica na Saúde, com foco na atenção básica. O objetivo da auditoria é conscientizar, cobrar e propor melhorias aos agentes decisórios. O grupo de auditores voluntários é coordenado pelo IFC a convite da ONG ACECCI e outras entidades e sindicatos locais. O  evento contará ainda com a participação ativa de autoridades locais, Ministério Público local e Federal, Secretaria de Saúde, Conselho de Saúde, entre outros.

No relatório final são destacadas as dificuldades quanto às consultas de retorno, o prazo para convocação dos aprovados, demanda reprimida de consultas, farmácia, qualidade no atendimento, qualidade ao servidor, participação democrática na estratégica da política da Saúde da Família entre outros. Uma cópia do relatório final será entregue a todos os interessados.

A Caravana da cidadania é coordenada pelo IFC com apoio da ONG Ação Cearense de Combate Corrupção e a Impunidade, ACECCI e mais 24 organizações e sindicatos. A AMARRIBO apoia a Caravana e irá participar.

Programação:

• 19 e 20 Antonina do Norte- CE
• 21 e 22 Ibiapina – CE
• 23 e 24 Crateús – CE
• 27 e 28 Ocara – CE

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Caravana da Cidadania – Ibiapina (CE)

De 19 a 28 de maio de 2013, o Instituto de Fiscalização e Controle (IFC) percorre os municípios de Antonina do Norte, Ibiapina, Crateús e Ocara, no Ceará, para incluir essas comunidades na Caravana da Cidadania, série de auditorias cívicas itinerantes. Por meio das caravanas, especialistas em gestão e controle são convidados por uma organização social da cidade visitada e fazem uma auditoria em setores específicos do poder público. Além disso, cidadãos participam de treinamento em controle social.

No primeiro dia os moradores irão participar de painéis sobre social e transparência pública, e serão treinados para atuarem como auditores cívicos. No segundo dia, a partir de 8h, o IFC juntamente com as entidades e os moradores realizarão Auditoria Cívica na Saúde, com foco na atenção básica. O objetivo da auditoria é conscientizar, cobrar e propor melhorias aos agentes decisórios. O grupo de auditores voluntários é coordenado pelo IFC a convite da ONG ACECCI e outras entidades e sindicatos locais. O  evento contará ainda com a participação ativa de autoridades locais, Ministério Público local e Federal, Secretaria de Saúde, Conselho de Saúde, entre outros.

No relatório final são destacadas as dificuldades quanto às consultas de retorno, o prazo para convocação dos aprovados, demanda reprimida de consultas, farmácia, qualidade no atendimento, qualidade ao servidor, participação democrática na estratégica da política da Saúde da Família entre outros. Uma cópia do relatório final será entregue a todos os interessados.

A Caravana da cidadania é coordenada pelo IFC com apoio da ONG Ação Cearense de Combate Corrupção e a Impunidade, ACECCI e mais 24 organizações e sindicatos. A AMARRIBO apoia a Caravana e irá participar.

Programação:

• 19 e 20 Antonina do Norte- CE
• 21 e 22 Ibiapina – CE
• 23 e 24 Crateús – CE
• 27 e 28 Ocara – CE

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Caravana da Cidadania – Antonina do Norte (CE)

De 19 a 28 de maio de 2013, o Instituto de Fiscalização e Controle (IFC) percorre os municípios de Antonina do Norte, Ibiapina, Crateús e Ocara, no Ceará, para incluir essas comunidades na Caravana da Cidadania, série de auditorias cívicas itinerantes. Por meio das caravanas, especialistas em gestão e controle são convidados por uma organização social da cidade visitada e fazem uma auditoria em setores específicos do poder público. Além disso, cidadãos participam de treinamento em controle social.

No primeiro dia os moradores irão participar de painéis sobre social e transparência pública, e serão treinados para atuarem como auditores cívicos. No segundo dia, a partir de 8h, o IFC juntamente com as entidades e os moradores realizarão Auditoria Cívica na Saúde, com foco na atenção básica. O objetivo da auditoria é conscientizar, cobrar e propor melhorias aos agentes decisórios. O grupo de auditores voluntários é coordenado pelo IFC a convite da ONG ACECCI e outras entidades e sindicatos locais. O  evento contará ainda com a participação ativa de autoridades locais, Ministério Público local e Federal, Secretaria de Saúde, Conselho de Saúde, entre outros.

No relatório final são destacadas as dificuldades quanto às consultas de retorno, o prazo para convocação dos aprovados, demanda reprimida de consultas, farmácia, qualidade no atendimento, qualidade ao servidor, participação democrática na estratégica da política da Saúde da Família entre outros. Uma cópia do relatório final será entregue a todos os interessados.

A Caravana da cidadania é coordenada pelo IFC com apoio da ONG Ação Cearense de Combate Corrupção e a Impunidade, ACECCI e mais 24 organizações e sindicatos. A AMARRIBO apoia a Caravana e irá participar.

Programação:

• 19 e 20 Antonina do Norte- CE
• 21 e 22 Ibiapina – CE
• 23 e 24 Crateús – CE
• 27 e 28 Ocara – CE

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Audiência Pública contra a PEC 37

No próximo dia 14 de maio, a partir das 19h, o Movimento do Ministério Público Democrático (MPD) e a Associação Paulista do Ministério Público (APMP) realizarão Audiência Pública no auditório José Bonifácio da Assembleia Legislativa do estado de São Paulo para discutir a PEC 37 (PEC da Impunidade, que pretende impedir membros do MP de investigar crimes) e a PEC 001/13 (PEC Estadual da Caneta Forte, que pretende esvaziar os poderes das Promotorias do estado de SP, concentrando atribuições nas mãos do Procurador-Geral de Justiça).

SERVIÇO
O quê: Audiência pública contra a PEC Estadual 01/2013 e a PEC Federal 37
Quando: dia 14 de maio de 2013, às 19h00
Local: Plenário José Bonifácio da Assembleia Legislativa de São Paulo
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Ibirapuera
Mais informações: mpdemocratico@terra.com.br

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Mesa de Diálogo “Um Ano da Lei de Acesso à Informação”

Organizações da sociedade civil promovem evento para avaliar primeiro ano de vigência da lei e discutir os entraves que ainda restringem o direito de acesso à informação.

Há um ano, a sociedade brasileira ganhou um importante instrumento de ampliação da transparência e do controle social: a Lei nº. 12.527/2011 – Lei de Acesso à Informação (LAI). Com o objetivo de fazer uma avaliação desse período de vigência e debater as perspectivas para a efetivação dessa lei, a Rede pela Transparência e Participação Social (RETPS) promove, no dia 16 de maio de 2013, a Mesa de Diálogo “Um Ano da Lei de Acesso à Informação: balanço dos avanços e desafios”.

Organizações da sociedade civil, movimentos sociais, pesquisadores, gestores e demais interessados são convidados a debater as questões que se colocam hoje para a garantia do direito de acesso à informação e o aumento da transparência da administração pública no país, com foco no Estado e no Município de São Paulo.

Um marco para o direito à informação no Brasil

Em que pese o acesso à informação ter sido consagrado como um direito fundamental na Constituição de 1988 e entendido como elemento central para o efetivo exercício da cidadania, a LAI trouxe pela primeira vez a definição de instrumentos legais e procedimentos para a garantia do acesso à informação, tais como a obrigatoriedade de entrega de um protocolo e a determinação de um prazo máximo para resposta a pedidos de informação dos cidadãos.

Contrapondo-se a uma persistente cultura do sigilo, a Lei de Acesso preconiza que todas as informações, dados e documentos devem ser obrigatoriamente disponibilizados ao cidadão em formato aberto, por meio da internet, excetuados os casos de necessidade de sigilo por segurança pessoal ou do Estado. Em outras palavras, com a LAI, informar passa a ser regra – e o sigilo, a exceção.

Possibilidades e dificuldades

Passado esse primeiro período de vigência, nota-se que muitos cidadãos e organizações têm feito uso dos novos instrumentos disponibilizados, enviando um expressivo número de pedidos de informação para as várias instâncias da administração pública, federal, estadual e municipal, tanto no Poder Executivo como no Legislativo e no Judiciário. De acordo com balanço divulgado pela Controladoria-Geral da União (CGU) em dezembro de 2012, foram registrados, somente no governo federal, quase 49 mil solicitações.

Ao concretizarem pedidos de informação e produzirem análises dos dados e documentos recebidos (que antes se encontravam inacessíveis), cidadãos, organizações sociais e veículos de comunicação têm contribuído efetivamente para o aumento da transparência pública e do controle social. Também fazem isso quando exigem respostas de secretarias e de órgãos públicos, buscando romper com práticas opacas da administração.

No entanto, ainda são muitos os entraves colocados ao direito de acesso à informação no país: o desconhecimento da nova lei por parte de muitos, incluindo funcionários da administração; as respostas insatisfatórias e incompletas dadas pelo poder público aos pedidos; e até a falta de regulamentação da LAI na maioria dos municípios brasileiros.

Estas e outras questões serão abordadas na mesa de diálogo, que contará com as participações (já confirmadas) da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e da Controladoria-Geral do Município de São Paulo.

SERVIÇO
O quê: Mesa de Diálogo “Um ano da Lei de Acesso à Informação: balanço dos avanços e desafios”;
Quando: dia 16 de maio de 2013, das 19h00 às 21h30;
Local: Auditório da Associação dos Procuradores do Estado de São Paulo (Apesp);
Endereço: Rua Libero Badaró, 377, 9º andar, cj. 906 – Centro, São Paulo (SP), próximo à Estação São Bento do Metrô;
Mais informações: Pelo blog http://retps.org.br/ ou pelo e-mail retps@retps.org.br.

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Encontro sobre Governança e Transparência Pública foi um marco histórico para Igreja Evangélica brasileira

Entre os dias 26 e 27 de abril de 2013 cerca de 50 lideranças evangélicas oriundas das cinco regiões do País se mobilizaram em Brasília para o Encontro sobre Governança e Transparência Pública. O evento, articulado com o objetivo de aprofundar a compreensão do tema da corrupção em suas diferentes perspectivas, foi promovido pelas organizações evangélicas Tearfund, Rede FALE, Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas), Aliança Cristã Evangélica Brasileira, movimento das Igrejas Ecocidadãs, ministério Jeame, Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil (ANNEB) e Evangélicos Pela Justiça (EPJ).

Os debates, que enfocaram a importância da transparência pública no combate à corrupção, contaram com a participação de Daniel Avelino, assessor da Secretaria de Articulação Social da Secretaria Geral Presidência da República; José Moroni, membro do Colegiado de Gestão do Instituto de Estudos Socioeconômicos; Pedro Gontijo, Secretário Executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Lyndon de Araújo, Presidente da Fraternidade Teológica Latino Americana (FTL); Lizete Verillo, Diretora de Combate à Corrupção da AMARRIBO Brasil; Antonio Augusto, Auditor da Caixa Econômica Federal e membro do Conselho da Transparëncia Brasil e muitos outros.

Dentre os temas destacados pelos painéis expositivos estavam: reforma política, mecanismos de controle social, estratégias de mobilização social para a criação de políticas públicas, importância de maior participação popular na proposição de novas leis e propostas para um maior engajamento da Igreja no combate à corrupção.

Para Serguem Jessui Machado da Silva, representante da Tearfund Brasil, o Encontro foi “um marco na história da Igreja Brasileira”. Já a secretária executiva da Rede Fale, Morgana Boostel, ressaltou a importância da continuidade dos assuntos que foram debatidos durante os dois dias do evento. “O Encontro não pretende se encerrar em si mesmo, a ideia é que ele dê início à processos”.

O Comitê Facilitador formalizado durante o evento será composto por 11 organizações: Rede FALE, RENAS, EPJ, Ação Jovem (Rio de Janeiro), Aliança Evangélica Brasileira, Igrejas Ecocidadãs, ANNEB, Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB), Grupo Evangélico de Ação Social e Política (GEASP), Ação Social Batista e Tearfund. A função do Comitê é facilitar, animar, articular  e mobilizar ações e campanhas dentro  e fora da comunidade evangélica relacionadas à governança e transparëncia pública.

Dentre os principais encaminhamentos do Encontro está a decisão de fortalecer a mobilização mundial do "EXPOSED 2013". Os demais encaminhamentos serão relatados em breve.

Fonte: Aliança Evangélica

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Curso “De Olho no Legislativo”

No dia 08 de junho será realizado o curso "De Olho no Legislativo: um método para acompanhar mandatos parlamentares", na sede da AMARRIBO Brasil, em Ribeirão Bonito, SP.

O curso tem como objetivo propor uma metodologia fácil de ser aplicada por qualquer cidadão para cumprir seu papel de votar, cobrar e avaliar os eleitos, com base no  livro "De Olho no Legislativo" do Movimento Voto Consciente. O curso será ministrado pelo Humberto Dantas (Doutor em Ciência Política e colaborador do Voto Consciente) e pela Sylvia Iasilatis (Doutora em Ciência Política e Pesquisadora da UFSCar).

Veja aqui a programação completa.

A inscrição é gratuita com distribuição de certificados, porém, as vagas são limitadas.
Para se inscrever envie um e-mail para cursos@amarribo.com.br manifestando seu interesse.

Serviço
Sede da AMARRIBO Brasil
Rua Dr. Aurélio Neves, 355 – Centro
Ribeirão Bonito – São Paulo – CEP: 13580-000
08 de junho de 2013

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AMARRIBO discute Transparência e Participação Social

No último sábado, 04 de maio, foi realizado um encontro regional de Transparência, Controle e Participação Social para formar novas ONGs no estado de SP. Estiveram presentes cidadãos e cidadãs de Alumínio (SP), Boa Esperança do Sul (SP), Dourado (SP) , Ibaté (SP), Ibitinga (SP), Londrina (PR), Mococa (SP) e Tabatinga (SP), que estão formando suas ONGs de controle social. Também estiveram presentes as ONGs já associadas a Rede AMARRIBO Brasil-IFC: Guará (Águas da Prata, SP), AMASA (Analândia, SP), ADECCA (Avaré, SP), BATRA (Bauru, SP), ASAJAN (Januária, MG), Viva São João (São João da Boa Vista, SP). O evento ainda contou com o apoio da Artigo 19, com materiais de formação.

O Presidente do Conselho da AMARRIBO, José Chizzotti, abriu o evento apresentando o histórico da AMARRIBO e a importância de sua Rede para o combate à corrupção no páis. Em seguida, Lizete Verillo, Diretora de Combate à Corrupção da AMARRIBO, fez uma apresentação sobre a Evolução do Controle e da Participação Social no Brasil. Em seguida foi feita uma roda de diálogo para troca de experiência entre as cidades e ONGs presentes. Foram discutidas formas de mobilização popular, expectativas, sustentabilidade financeira, segurança dos ativistas, a dificuldade ao acesso à informação e a corrupção nos diferentes níveis de governo. Realidades e dificuldades que aproximam as cidades.

Após o almoço o grupo foi conhecer o Monumento de Combate à Corrupção, localizado na Praça dos Três Poderes em Ribeirão Bonito, e puderam registrar a presença do Prefeito da cidade, Nenê Forte.

A programação da tarde foi aberta por uma apresentação virtual ao-vivo, direto de Curitiba, da Roni Eara, Presidente do Observatório Social do Brasil. Roni apresentou o trabalho do Observatório e a importância do monitoramento dos gastos públicos, que possibilita que os recursos não sejam desviados. Em seguida, Fábio Oliva, fundador da ASAJAN e Conselheiro da AMARRIBO Brasil, falou sobre Acesso à Informação, Nepotismo, Imprensa e Judiciário, abordando a questão da PEC 37 e outras legislações perigosas para a democracia e o combate à corrupção no país. Marco Vanzella, da BATRA, fez uma apresentação sobre a experiência da organização no acompanhamento do legislativo, com dados quantitativos e qualitativos. Por fim, Nicole Verillo, Coordenadora de Desenvolvimento Institucional da AMARRIBO Brasil e Secretária Executiva da ABRACCI, fez uma apresentação sobre a ABRACCI e sua atuação, convidando as organizações a integrarem a Articulação.

O Encontro faz parte de um projeto de formação cidadã da AMARRIBO Brasil em parceria com a Controladoria Geral da União e o BID.

Veja aqui mais fotos do encontro.

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Uma reflexão sobre as PECs 33 e 37: A Arquitetura do Mal

A teoria política e a Constituição Federal nos ensinam que o Congresso Nacional existe para representar os interesses dos estados (Senado) e do povo (Câmara dos Deputados), bem como fiscalizar os demais Poderes da República, diretamente, com suas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), ou por intermédio do Tribunal de Contas da União, que é um órgão do Poder Legislativo. Como se vê, no universo de atribuições do Legislativo, não se pode encontrar uma sequer que se harmonize com a ideia entabulada na PEC 37, cuja tônica é limitar os poderes de investigação do Ministério Público (MP). 

É evidente que todos os segmentos da sociedade, com raríssimas e casuísticas exceções, são contrários à PEC 37, logo, não se pode sustentar que se trata de uma ação representativa de anseios populares.  Os estados, por sua vez, não entraram na discussão e nunca manifestaram oficialmente algum argumento ou necessidade que justificasse a mitigação dos poderes do MP. Por outro lado, é extremamente paradoxal que o Congresso, também possuidor de funções fiscalizatórias e investigativas, queira fragilizar o MP ao invés de fortalecê-lo em sua capacidade de investigação, pois, ao menos em tese, as investigações do MP tendem ao mesmo fim, e, por isso,  somam esforços às funções investigativas do Congresso, que, infelizmente, são pouco efetivas, a exemplo das muitas CPIs sem nenhuma consequência prática.

Ademais, se, como diz o Congresso, as investigações são atividades exclusivas das polícias judiciárias (Polícia Federal e Civil), por que o Legislativo não aproveita a PEC 37 para extinguir a sua própria capacidade de investigar por intermédio de CPIs? Ora, não há lógica nos argumentos utilizados!

A ideia de impedir a atividade investigativa do MP é tão inusitada e esdrúxula que apenas três países no mundo tiveram coragem de adotá-la: Quênia, Uganda e Indonésia. Não por coincidência, esses países foram classificados no ano de 2011, respectivamente, em 154º, 143º e 100º lugares no ranking de percepção da corrupção da ONG Transparência Internacional. O Brasil, apesar de estar mal em seu 73º lugar, não chega, por enquanto, a tão nefasto resultado.

Diante da constatação de que a PEC 37 não se justifica ante as funções institucionais do Congresso, só se pode concluir que ela está sendo manobrada por conveniências particulares, que passam ao largo dos fins institucionais do Legislativo. É dizer: seus autores e apoiadores se valem do cargo que ocupam para agir contra os interesses que deveriam defender, na tentativa de criar espaços de impunidade dos quais possam tirar proveito pessoal.

A coisa é bem mais séria do que parece: há uma “complexa arquitetura do mal” sendo engendrada com essa finalidade escusa, e, infelizmente, nem sempre tal arquitetura é percebida pelos setores interessados.

A PEC 37, isoladamente, seria apenas mais uma das muitas escatologias legislativas que são produzidas, e, por ser claramente inconstitucional, sua curta vida se limitaria ao tempo necessário para que o Supremo Tribunal Federal (STF) a analisasse e a declarasse contrária à Constituição, por ofender cláusulas pétreas.

É possível dizer isso porque o STF, em várias oportunidades, já se manifestou favoravelmente à constitucionalidade do poder investigativo do MP, afirmando que, sendo ele encarregado da defesa dos direitos fundamentais, só se pode interpretar suas funções constitucionais de modo a compreender que a instituição dispõe de todas as prerrogativas necessárias à defesa eficiente desses direitos, inclusive prerrogativas investigativas.

Uma emenda tendente a limitar as funções do MP no desempenho de sua missão institucional é uma emenda tendente a abolir os próprios direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal, o que é vedado pelo art. 60, § 4º, IV.

Assim, buscando contornar esse gigantesco obstáculo, e já prevendo que o STF obviamente declarará a inconstitucionalidade da PEC 37, o Congresso, em sua “arquitetura do mal”, está articulando também a aprovação da PEC 33, que submete ao crivo do Legislativo as decisões do STF, de modo que, se o Judiciário declarar inconstitucional a PEC 37, essa decisão ficará à mercê da aprovação do Congresso, por força do que dispõe a PEC 33, que, na prática, elimina a independência funcional do Judiciário e faz o Brasil regredir à época da constituição de inspiração fascista de 1937, quando o STF não tinha independência e suas decisões podiam ser cassadas pelo Poder Executivo.

De uma só vez ataca-se o STF e o MP. Elimina-se a investigação e retira-se a eficácia dos julgamentos.

É muito provável que a PEC 33 também seja declarada inconstitucional e não chegue a produzir efeitos concretos, pois a exemplo da PEC 37, ela é mais uma a contrariar uma cláusula pétrea, que nesse caso é a separação dos Poderes da República (CF, art. 60, § 4º, III). Não obstante, o perigo é iminente, e a ousadia e desrespeito são tocantes e dignos das mais enérgicas reações de todos os setores da sociedade.

Fique atento, reaja. No site da BATRA (www.batra.org.br) os cidadãos podem encontrar a lista completa com os nomes e os partidos de todos os parlamentares que assinaram as proposituras das PECs 37 e 33. Saber quem são esses parlamentares é o primeiro passo para, nas próximas eleições, cobrar deles, nas urnas, a devida responsabilidade pela nocividade do atentado que estão perpetrando contra a democracia, a probidade e, principalmente, contra todos os cidadãos de bem.

Por Luciano Olavo da Silva – BATRA – Bauru Transparente

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COMBATE À CORRUPÇÃO: porque a sociedade civil precisa de um lugar à mesa

A Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção (UNCAC), acordo internacional assinado por 165 países, que estabelece um marco jurídico para os governos introduzirem normas de combate à corrupção, fará 10 anos em outubro. A Convenção enfatiza a importância da sociedade civil ser parte dos esforços contra a corrupção.

Desde 2009 a Convenção tem monitorado e avaliado se os governos estão cumprindo seus compromissos e que tipo de apoio eles precisam para fazer isso. Entretanto, a sociedade civil tem sido impedida de participar das reuniões de governo para discutir este processo e seus resultados.

No último 29 de abril, a Coalizão UNCAC, um grupo global formado por mais de 350 organizações da sociedade civil, escreveu uma carta para o Grupo de Revisão da Implementação UNCAC (IRG), que supervisiona o processo de implementação, relatando o porquê essa situação deve ser mudada. O IRG irá se reunir novamente no dia 27 de maio em Viena para discutir as últimas ações da Convenção. Em paralelo, a sociedade civil preparou uma avaliação sobre o processo de monitoramento, com recomendações de melhorias. É senso comum sem precedentes nas Nações Unidas, que ambas as partes devem discutir os assuntos na mesma mesa. Organizações da sociedade civil participaram, por exemplo, do processo de revisão e monitoramento da Convenção Contra a Tortura e da Convenção sobre os Direitos da Criança.

Semana passada, em uma reunião da Comissão da Nações Unidas sobre Crimes, o governo norueguês fez um discurso aos delegados solicitando a participação da sociedade civil nas discussões em Viena para avançar coma  implementação do UNCAC. A declaração endossou aquilo que acreditamos ser um princípio fundamental: permitir que os cidadãos vejam e escutem o que os seus governos estão fazendo e  que possam contribuir com seus conhecimentos para apoiar os processos.

A sociedade civil faz a diferença

Por mais de 10 anos, a Transparência Internacional e um grande setor de organizações da sociedade civil tem promovido a Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção, participando de negociações, defendendo sua aprovação e mobilizando apoio ao processo de revisão e implementação. Nesse período o número de países signatários passou de 95, em 2003, para 165 neste ano.

Nos últimos 20 anos, organizações da sociedade civil tem acumulado vasta experiência, através de suas ações, sobre o que funciona e o que não funciona no combate a corrupção, e tem realizados muitos trabalhos conjuntos aos seus governos para avançar nesta agenda. Nos últimos 3 anos, grupos da sociedade civil vem contribuindo com o processo de revisão da UNCAC através de avaliações independentes sobre a implementação da Convenções em seus países. A Coligação UNCAC já produziu 17 relatórios nacionais para contribuir com os eforços de implementação por parte dos governos.

Em um momento onde a confiança no compromisso dos governos para combater a corrupção está fragilizada, é imperativo que se permita que a sociedade civil participe de um processo que ela própria ajudou a criar. Isso seria um sinal da própria transparência que é o cerne da Convenção e iria ajuda-la a alcançar de fato seus objetivos. Além disso, seria um padrão exemplar de participação social possibilitado pelas Nações Unidas.

Se a sociedade civil não está na mesa, vai ser mais difícil garantir a transparência dos países e conseguir barrar a corrupção. Transparência é sempre a melhor política.

A carta da lei

O regimento da UNCAC prevê a participação da sociedade civil nas reuniões dos órgãos participantes que ocorrem em Viena. Além disso, a exigência da participação da sociedade civil é suportada pelo Artigo 13, que diz que cada país tomar as medidas necessárias, de acordo com sua legislação nacional, para promover a participação de indivíduos e grupos de fora do setor público, como a sociedade civil, organizações não governamentais e organizações de base comunitária, para sensibilizar a população sobre a existência, causas, gravidade e ameaça representada pela corrupção.

Devido a importância da contribuição da sociedade é que a UNCAC inclui tais requisitos de transparência e participação social. Isto deve ser respeitado pelos governos, não só em nível nacional, mas também nas deliberações internacionais. Isso não é nada mais do que aquilo que os próprios governos assinaram na Convenção.

Esperamos que mais governos se juntem a Noruega e peçam ao Grupo de Revisão da Implementação UNCAC (IRG) e a própria UNCAC para acolher as organizações da sociedade civil para se tornarem parte de suas discussões. Dessa forma todos ganham, uma vez que o objetivo final é o combate à corrupção. Transparência, inclusão e diálogo entre as partes interessadas só tem a contribuir.

Transparency International: Global Coalition Against Corruption
AMARRIBO Brasil – Organização de Contato no Brasil

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